Passando uma semana com os alunos da escola de artes do Alentejo, com muita cantoria após o jantar surgiu a parceria com Rodrigo Vilhena (guitarra portuguesa). No dia 22/07 ele era um dos solistas no palco das artes e me chamou pra fazer um tema. Atacamos de Eixo central e foi fantástico. Vida longa a escola, ao FMM e sucesso ao talentoso Rodrigo. Clique no link abaixo e aprecie o resultado.
Eixo central
quinta-feira, 25 de julho de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
O coro mais bonito de Lisboa
Santo Antônio me presenteou com o coro e presente não se recusa, principalmente presente bom. Nesse caso excelente. Foi assim que começaram a surgir versões da primeira musica inteiramente criada em terras portuguesas. Apreciem O cego e o escafandrista com a participação de parte do coro.
O cego e o escafandrista
Sempre que me falta ter uma bala
Pra esquentar o canhão
Mais pro lado com licença peixe
Fico aqui o tempo que me deixe
E levo nada não
Sempre que me falta ter a calma
Pra esperar subir
Dessa vez sem medo e sem receio
Nem que de com a cara no passeio
Eu vou abrir a multidão
Eu vou correndo que só vendo pra crer
Vão dizer teus avós, teus vizinhos, teus tios, o teu pai e até teu irmão
Eles já não tão batendo bem da cabeça
Pelo teu sorriso eu vejo vem temporal
Não nada que tu queira que eu também não esqueça
Aproveita bem que vai ser uma vez só (ó ó ó ó)
Sempre que me falta ter uma marquise
E num deslize ausente um poste
Pr'eu segurar
Vou devagarinho até o primeiro andar
Mergulhando no vazio que nem você
Sempre que me falta uma ribanceira
A estrada inteira em linha reta
Um morro abaixo pra decolar
(Pra decolar)
Fico torto com teu desconforto
Só pra te avisar eu não to morto
Pernas para que te quero se não veloz
Velas para que te quero vento e tufão
Vão dizer lá vai ele outra vez
Contra-mão pronto pra entortar o nariz
Eles já não sabem quão feliz isso deixa
Pelo teu suspiro eu vejo tudo vai mal
Eu volto sempre à tona e tu ainda te queixa
Aproveita bem que vai ser uma vez
(Quem quiser vem ver! Tudo acontecer!)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
EIXO CENTRAL
Volta pro teu eixo central
Que eu to cansado de te ver cambalear na rua
Nua de qualquer pudor
Entregando flor a quem merece espinho
Volta pró teu eixo central
Que to passando mal de te ver
Andando por ai sem saber
Que a pérola pro porco vale menos que o lixo
Um crime contigo e com a flor
Um disparate um holocausto um esculacho
Não sei se é assim que o mundo vê mas é o que eu acho
Tira a lente que te faz enxergar mal
E volta pró teu eixo central
Já não te acompanho nessa dança
E vá saber quem quer
Não conheço entre o povo
Homem, criança ou mulher
Ziguezagueando pela vida a perder direção
Inverteu a lógica trocando
Os pés pelas mãos
Volta pró teu eixo central
Volta pró teu eixo central
Um disparate um holocausto um esculacho
Não sei se é assim que o mundo vê mas é o que eu acho
Tira a lente que te faz enxergar mal
E volta pró teu eixo central
Volta pró teu eixo
central
Que já não posso mais viver
De repetir
Não é o mundo que anda contra ti
Deixa disso e me obedeça
Tudo de ponta cabeça
Não faz dessa brisa vendaval
Mas volta pro teu eixo central
domingo, 28 de abril de 2013
Borboleta
Voa voa borboleta
que já rastejaste por ai
mais do que se deve rastejar
Voa voa borboleta
quem te espera é o céu
e a imensidão
quem te espera é o vento pra voar
No ar, vai alçar voos de causar vertigem
encontrar nuvens fazer lá morada
e sabe deus se vai lembrar de mim
De mim, passa uma vez no meu jardim
só pra colorir minha manhã
só pra eu te exibir pro meu amor
Sei lá, passa uma tarde por passar
só pra minha retina registrar
tua aquarela natural
Voa voa borboleta
sai dessa prisão que construiu
o tempo já é primaveril
A lua é quem te espera pra fazer dueto
embelezar o gueto
mãos dadas pela rua
Com tuas piruetas vai enamorar as flores
que exalarão odores
perfumarão o mundo
Voa... Voa
Com amor para minha Jubissaura
que já rastejaste por ai
mais do que se deve rastejar
Voa voa borboleta
quem te espera é o céu
e a imensidão
quem te espera é o vento pra voar
No ar, vai alçar voos de causar vertigem
encontrar nuvens fazer lá morada
e sabe deus se vai lembrar de mim
De mim, passa uma vez no meu jardim
só pra colorir minha manhã
só pra eu te exibir pro meu amor
Sei lá, passa uma tarde por passar
só pra minha retina registrar
tua aquarela natural
Voa voa borboleta
sai dessa prisão que construiu
o tempo já é primaveril
A lua é quem te espera pra fazer dueto
embelezar o gueto
mãos dadas pela rua
Com tuas piruetas vai enamorar as flores
que exalarão odores
perfumarão o mundo
Voa... Voa
Com amor para minha Jubissaura
Dos combustíveis literários
Dia 12
Viver não é parar: é continuamente renascer. As cinzas não aquecem; as águas estagnadas cheiram mal. Bela! Bela! não vale recordar o passado! 0 que tu foste, só tu o sabes: uma corajosa rapariga, sempre sincera para consigo mesma.
E consola-te, que esse pouco já é alguma coisa. Lembra-te que detestas os truques e os prestidigitadores. Não há na tua vida um só acto covarde, pois não? Então que mais queres, num mundo cm que toda a gente o é... mais ou menos? Honesta sem preconceitos, amorosa sem luxúria, casta sem formalidades, recta sem princípios e sempre viva, exaltantemente viva, miraculosamente viva, a palpitar de seiva quente como as flores selvagens da tua bárbara charneca!
FLORBELA ESPANCA
domingo, 4 de novembro de 2012
Dos combustíveis que abastecem a maquina II
No final do ano de 1999 o guitarrista da banda em que eu tocava na época sugeriu adicionarmos ao repertório a musica Creep , na época para mim da desconhecida banda Radiohead. Bastou para em poucos dias eu ter em mãos o disco Ok Computer. Sei que é chover no molhado dizer que esse é um dos discos mais influentes dos anos 90, mas não poderia deixar de cita-lo. Ouvi repetidas vezes e até hoje está no meu set-list de favoritos. Em 2009 ganhou uma boa versão Dub através da banda Easy star all-star, conhecida também por dub sid of the moon, versão reggae de Dark side of the moon.
![]() |
Mi guitarra y vos
No verão de 2002, tendo abandonado as quatro cordas do contrabaixo ao sair da banda Ajudante de papai noel, atual Delirium Tremens fui em busca de um instrumento novo (Ano novo, vida nova). Queria um violão Folk, mas ao encontrar esse Crafter com um belo desconto a procura acabou. Nestes 10 anos passamos por outras bandas, gravamos um punhado de canções e participamos de luaus até chegarmos na Maquina de fazer maluco. Meu pretinho ganhou status de invendável e ferramenta fundamental na hora de compor.
Assinar:
Postagens (Atom)







