Macromaus é um duo que tenho com a minha irmã para fazermos o que der vontade, quando der vontade. Risadas são nossas moedas, diversão nosso pagamento. Agora, distante da minha dupla, pra poder agir sem um pingo de pretensão é preciso uma dose maior de entrega (ou de whisky).
Ossos do Ofício não faz parte da maquina, oficialmente é dessas que observam pela janela louquinha de vontade de entrar na dança.
Em grande estilo começam as comemorações do aniversario de 1 ano do ESCUTA. Os concertos acontecem na galeria La PHOTO, onde tudo começou. 3 noites comemorando a pluralidade, a união e a amizade dos compositores.
Procurando referencias visuais para a Maquina, encontro na estante do escritório da casa onde vivia a banda desenhada (história em quadrinhos) Rei, do ilustrador António Jorge Gonçalves e do escritor Rui Zink. Dois dias depois estou nas Conversas, projeto maravilhoso e aproximador de criadores e percebo que uma garota rabisca linhas em seu caderno enquanto a conversa segue, acho o traço muito interessante e, com ajuda do tradutor Sílvio, explico que adoraria que ela fizesse ilustrações pras canções da Maquina de fazer maluco.
Um almoço aqui, um jantar ali e afinadas as ideias o trabalho vai seguindo muito bem. A garota dos desenhos chama-se Lydia Anker é uma arquiteta Norueguesa que chegou a Lisboa mais ou menos na mesma época que eu. Fico me coçando de vontade de mostrar os desenhos mas, aguardemos. Em tempo, conheci Lydia nas conversas de numero XLI, ela conversou sobre seu trabalho com Anne Bjornal, sua amiga e parceira na conversa XLVII e eu falei sobre o ESCUTA na conversa XLVIII. Abaixo o link para perceberem melhor o que são as Conversas. Conversas
Passando uma semana com os alunos da escola de artes do Alentejo, com muita cantoria após o jantar surgiu a parceria com Rodrigo Vilhena (guitarra portuguesa). No dia 22/07 ele era um dos solistas no palco das artes e me chamou pra fazer um tema. Atacamos de Eixo central e foi fantástico. Vida longa a escola, ao FMM e sucesso ao talentoso Rodrigo. Clique no link abaixo e aprecie o resultado. Eixo central
Santo Antônio me presenteou com o coro e presente não se recusa, principalmente presente bom. Nesse caso excelente. Foi assim que começaram a surgir versões da primeira musica inteiramente criada em terras portuguesas. Apreciem O cego e o escafandrista com a participação de parte do coro.
O cego e o escafandrista
Sempre que me falta ter uma bala
Pra esquentar o canhão
Mais pro lado com licença peixe
Fico aqui o tempo que me deixe
E levo nada não
Sempre que me falta ter a calma
Pra esperar subir
Dessa vez sem medo e sem receio
Nem que de com a cara no passeio
Eu vou abrir a multidão
Eu vou correndo que só vendo pra crer
Vão dizer teus avós, teus vizinhos, teus tios, o teu pai e até teu irmão